Ele existe sim: o lucro sem risco! Há quem paga a piscina do dono da editora e ainda fica feliz!
A partilha é mais do que justo: o criador-autor-livreiro contribuiu com (quase) tudo e a editora fica com o lucro.
A idéia é simples. Uma editora quer lucrar com um produto de outro sem gastar dinheiro e tampouco assumir o risco que o livro não se venda. A solução: ela acha um jovem "escritor" e vende a este a sonho da fama automática. 50 autores, 1000 leitores.
E ainda vende esta roubada como vantagem para o autor: a inscrição é gratuita. Como a editora vendesse a fama e não o autor vendesse sua obra e seus direitos.
Deve dar lucro, pois depois da Editora Andross, a editora Baraúna entrou nesta onda também:
(1) Editora Andross
"03 - Não há qualquer ônus para os autores, desde que, para cada obra sua publicada, eles se comprometam a vender uma cota* de exemplares do livro, em um período de 30 dias, a fim de custear as despesas operacionais.
* 20 (vinte) livros para contos e crônicas;* 10 (dez) livros para microcontos e poemas"
Eu garanto que alguém pensou que a obrigação de vender 10 ou 20 exemplares fosse um ônus! Houaiss, se ligue! Admita que achou seu mestre em Edson...
(2) Editora Baraúna:
"Os autores dos poemas classificados pela Comissão Julgadora serão convidados a participar do texto final da antologia, adquirindo antecipadamente, 20 (vinte) exemplares do livro por preço promocional de R$ 300,00 em até 3 (três) parcelas de R$ 100,00, que será lançado, firmando termo de compromisso. A aquisição antecipada dos exemplares visa viabilizar economicamente o lançamento, garantindo a independência editorial e literária da obra."
Antecipadamente, meus amigos!
E os direitos autorais? Só Deus que sabe, mas receio que na melhor hipótese autor receba livros para vender.
Será que estou no filme errado?
Montag, 13. Juni 2016
vor 10 Jahren
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